
Revitalizar o solo, melhorar a nutrição das plantas e buscar alternativas para reduzir os custos de produção são desafios constantes para quem trabalha no campo. Com foco nessas oportunidades, o Sebrae-SP, em parceria com o Sindicato Rural, Sebrae Aqui e Senar, promoveu o curso ‘Rochagem – Uso de Pó de Rocha na Agricultura’, no Sítio Matão em Buri.
A capacitação apresentou aos participantes técnicas de rochagem, prática que utiliza pó de rocha como insumo agrícola para contribuir com a melhoria das condições do solo e o fornecimento de nutrientes às plantas. Os produtores também aprenderam sobre as características dos diferentes tipos de rocha e a importância de avaliar os custos e os benefícios econômicos da aplicação desse material na produção agrícola.
Para a analista de negócios do Sebrae-SP, Letícia Marques, a capacitação representa uma oportunidade de levar conhecimento técnico aos produtores rurais e contribuir para decisões mais estratégicas no campo.
“Conhecer novas técnicas e entender como utilizá-las na prática é fundamental para que o produtor possa tomar decisões mais estratégicas no campo. O uso do pó de rocha, quando adequado às necessidades do solo e da cultura, pode ser uma alternativa para melhorar o manejo agrícola, otimizar os custos de produção e contribuir para uma agricultura mais sustentável”, destaca.
Para os participantes, o curso foi uma oportunidade de aprofundar conhecimentos e conhecer novas possibilidades para a agricultura. Com 17 anos de experiência na produção orgânica, Antônio Gilberto Battagin destaca a importância de compreender as diferenças entre os tipos de rocha e suas propriedades nutricionais.
“Há muitos tipos de rochas. As pessoas falam que usam pó de rocha, mas qual rocha? Cada rocha tem um nutriente, uma composição diferente da outra. O calcário é um pó de rocha e as pessoas não usam esse termo, então existem vários tipos dependendo da composição da própria rocha, e cada uma tem a sua particularidade em nutrição”, explica.
Antônio ressalta ainda o potencial do material como alternativa de baixo custo, especialmente por ser um subproduto da atividade de mineração e extração de rochas.
“É um sistema inovador na agricultura de baixo custo. Como o professor fala, é o lixo das pedreiras e das mineradoras. É um subproduto da extração das rochas, de baixo custo e de alto poder nutricional para as plantas. Eu trabalho com agricultura orgânica há 17 anos e tenho conhecimento sobre isso, mas é muito bom porque esclarece a cabeça das pessoas no sentido de usar menos químicos, com valor nutricional bom, com resultado e de baixo custo”, completa.
