
Criada para integrar sistemas e potencializar a comunicação das empresas, a startup paulistana Hablla foi uma das finalistas como scaleup no Santander X Global Challenge 2025, competição global voltada para startups e scaleups de 11 países, que busca as soluções mais inovadoras que ajudam a resolver os problemas mais relevantes para a sociedade.
A Hablla foi fundada em 2023 em São Paulo pelos sócios Rodrigo Xavier, Marcus Barboza e Álvaro Magri. Hoje já conta com filiais em Florianópolis e no Uruguai. “Somos uma plataforma que resolve os problemas de marketing, vendas, automação, marketing conversacional… tudo o que é relacionado a conversas e automação de processos nós fazemos em uma única plataforma, facilitando a vida dos clientes que atuam com muitos sistemas e sofrem com a integração entre eles”, explica um dos três sócios Rodrigo Xavier.
A startup participou em 2024 do INOVA Startups, que tem o foco em startups inovadoras, escaláveis e próximas ao break-even. O programa já investiu em 76 empresas, distribuídas por dez estados brasileiros. Já recebeu 3.786 inscrições ao longo de sua trajetória e viabilizou até três rodadas de investimento por startup, com cheques que podem totalizar R$ 750 mil por operação.

Para o consultor de negócios do Sebrae-SP Leonardo Garcia, não se trata apenas de dinheiro. Apesar do mercado falar muito sobre Smart Money, o especialista destaca os diferenciais que agregam valor ao programa. “Aqui é um real Smart Money, pois estamos falando de sócios dentro desse fundo que podem contribuir de alguma maneira. São unidades do Sebrae que podem abrir portas em feiras, eventos, dando capacitações e mentorias, além de parceiros investidores profissionais, empresas do mercado que vão auxiliar com um olhar único e acompanhamento constante ajudando no direcionamento da startup”, explica.
Entre os critérios para participação no INOVA Startups estão faturamento mensal mínimo de R$ 10 mil, valuation de até R$ 15 milhões, modelo de negócios validado (B2B, B2C, B2B2C ou B2G), equipe complementar estruturada e produto em operação. As startups também precisam ter alcançado o chamado problem-solution fit, além de apresentar visão clara para a sustentabilidade financeira do negócio.
“No final, o que a gente quer é que as empresas não precisem mais do Sebrae, que ultrapassem o R$ 4,8 milhões de faturamento no ano. E temos dentro do INOVA casos assim. Ficamos felizes, pois queremos exatamente isso: que essas empresas cresçam, gerem empregos, faturem cada vez mais e façam a diferença na vida das pessoas”, finaliza o consultor.
Criado em 2021, o INOVA Startups foi o primeiro programa de venture capital do Sistema Sebrae, sendo operado por uma sociedade formada inicialmente por Sebrae-SC e Bossa Invest. Em quatro anos, o programa expandiu sua base societária e multiplicou seu capital por dez. Na quinta edição, com aporte inicial de R$ 3 milhões em 2025 e previsão de até R$ 15 milhões até 2028 no programa, o Sebrae-SP passa a integrar o grupo de sócios, que agora são sete – Sebrae-SC, Sebrae Nacional, Sebrae-SP, Bossa Invest, Raja Ventures, Unifique e BRDE –, com R$ 40 milhões integralizados.
