O Sebrae-SP promoveu, nesta terça-feira, 27, o primeiro encontro coletivo do programa ALI Rural 2026. O evento foi realizado na Petiscaria Rural, no KM 2.5 da Rodovia Nelson Nogueira, reunindo produtores da região para capacitações técnicas, troca de experiências e orientações voltadas ao fortalecimento dos negócios no campo. O evento contou com a participação de produtores rurais e, pelo Sebrae-SP, estiveram presentes o gerente regional Jorge Zanetti, o consultor Carlos Araújo, a analista Paloma Mencarini e as ALIs rurais Aline Cintra e Marcela Miura.
A abertura contou com a apresentação do gerente regional do Sebrae-SP em Franca, Jorge Zanetti, que destacou a importância dos empresários do agro para o desenvolvimento econômico e social. Em sua fala, ele ressaltou os desafios enfrentados pelo produtor rural e a necessidade de agregar valor à produção. “Valorizar o produtor do agro é essencial. Se não fosse o campo, não teríamos alimento na mesa. Nosso papel é ajudar vocês a transformar produção em oportunidade de mercado”, afirmou.
Jorge também chamou atenção para as oportunidades abertas por programas de certificação e inspeção, como SIM, SISP, SIF e o selo Arte, que permitem a comercialização de queijos e derivados em novos mercados. Segundo ele, a adoção de boas práticas e a regularização sanitária são caminhos para ampliar a competitividade dos produtores rurais.

Na sequência, a agente local de inovação Aline Cintra conduziu a palestra sobre boas práticas na fabricação de queijos. Ela explicou que as normas sanitárias não são apenas exigências legais, mas garantias de segurança alimentar e qualidade dos produtos. “Boas práticas são um conjunto de regras que asseguram um alimento seguro ao consumidor. Da ordenha à embalagem, cada etapa influencia diretamente na qualidade do queijo”, destacou.
Durante a apresentação, foram abordados temas como higiene das instalações, qualidade da água, limpeza de equipamentos, controle de pragas, manejo de resíduos, rotulagem e certificações sanitárias. Aline reforçou que falhas simples no processo podem gerar perdas significativas na produção e prejuízos ao produtor.

Dando continuidade à programação, o consultor do Sebrae-SP Carlos Araújo abordou a importância da gestão financeira no meio rural. Ele destacou que o controle das finanças é essencial para que o produtor compreenda seus custos, organize o fluxo de caixa e tome decisões mais seguras no negócio. “Sem informação não é possível tomar boas decisões. O controle financeiro pode parecer trabalhoso, mas é o que permite entender onde o dinheiro entra, onde ele sai e se a atividade realmente gera lucro”, afirmou.
Carlos também reforçou que muitos produtores enfrentam dificuldades não apenas pelo preço de venda, mas pela falta de organização financeira. Segundo ele, registrar despesas, separar as contas pessoais das contas da propriedade e planejar pagamentos e recebimentos são práticas que ajudam a evitar endividamento e garantem maior sustentabilidade ao negócio rural.
O encontro ainda promoveu interação entre os participantes, que compartilharam experiências sobre produção, custos, mercado e alternativas para agregar valor aos produtos do campo.
