
Com apoio do Sebrae-SP, a Prefeitura de Pedro de Toledo está transformando a vida de dez famílias que sobreviviam da coleta de materiais no lixão do município. No Programa Rota da Reciclagem, os catadores recebem qualificação e consultoria para se organizarem em cooperativa e poderem prestar serviço na coleta seletiva. O objetivo é fortalecer a gestão dos resíduos sólidos, promover a inclusão socioeconômica e fomentar a economia circular.
“Após desativar o lixão, a Prefeitura de Pedro de Toledo nos procurou para auxiliar na formalização dos catadores e na organização da cooperativa. Além da capacitação para os catadores, também vamos assessorar o município na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e da coleta seletiva”, revela o consultor de negócios do Sebrae-SP, Anderson Lima.
“O projeto representa uma oportunidade de transformar a gestão de resíduos sólidos em um instrumento de desenvolvimento ambiental, social e econômico, alinhado às diretrizes da sustentabilidade e às políticas públicas vigentes”, destaca Anderson.

Segundo a consultora técnica Pâmela Koch Rocha, o programa vai auxiliar a Prefeitura no diagnóstico da situação atual, na identificação de fragilidades e potencialidades e na proposição de soluções técnicas e jurídicas, contribuindo para o cumprimento das exigências legais, especialmente aquelas relacionadas à política de resíduos e aos instrumentos de controle ambiental.
Já o Rota da Reciclagem – Catador promove capacitações para transformar catadores autônomos e cooperativas em empreendimentos mais eficientes, focando na formalização e na gestão administrativa e financeira. Promovida pelo Sebrae-SP em parceria com o Sebrae Nacional, a iniciativa conta com apoio do Programa Pró Catador do Governo Federal.
Agentes ambientais
Responsável pela qualificação dos catadores, a consultora Thays Magalhães da Silva revela que o primeiro passo é sensibilizar esses profissionais para que valorizem a própria atividade. “Os coletores de materiais recicláveis desempenham uma função fundamental para o meio ambiente e a sustentabilidade, reduzindo drasticamente o volume de materiais que vai para os aterros ou que retorna para a natureza”, explica.
“Além de realizarem um trabalho insalubre, com exposição a uma série de riscos, os catadores ainda são marginalizados. Sofrem preconceito e falta de reconhecimento como agentes ambientais fundamentais, além de enfrentarem a escassez de locais adequados para armazenar e separar os resíduos e a dificuldade no processo de triagem devido à falta de separação dos materiais nas empresas e residências”, afirma Thays.
Segundo a consultora, o Rota da Reciclagem – Catador contará com 352 horas de consultorias e 12 meses de monitoramento para garantir a continuidade do trabalho da cooperativa no município, bem como a valorização dos trabalhadores. A jornada de formação inclui temas como formalização, cooperativismo, planejamento financeiro e segurança no trabalho.
A iniciativa também integra o Programa Cidade Empreendedora do Sebrae-SP, que busca melhorar o ambiente para as micro e pequenas empresas, fomentar políticas públicas de incentivo ao empreendedorismo, inclusive nos eixos de sustentabilidade e resiliência climática.
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