
“A história da Tserv começa em 1994 com meu pai, Célio Barbosa Lins. Certa vez, em uma conversa, falaram para ele que matar barata dava dinheiro. Foi a partir daí que ele teve a ideia de abrir uma empresa focada em dedetização em Poá, cidade que abriga a nossa sede e onde moramos por muito tempo. Entrei na empresa só em 2010, quando tinha 16 anos. Na época fui para ajudar na parte do atendimento, aprender um pouco mais sobre o negócio da minha família e ver se aquilo era o que eu queria.
Eu me joguei tanto no negócio que, em 2011, decidi fazer um curso técnico para me tornar químico e poder manusear, cuidar e aplicar os produtos de dedetização da nossa empresa. O manuseio e o cuidado são extremamente perigosos e qualquer falha pode resultar em multa ou até fechamento da empresa. No mesmo ano, meu pai decidiu se mudar de Poá, pois considerava uma cidade muito fechada para o nosso tipo de serviço e necessitávamos estar próximos de outros clientes. Com o tempo, vimos que, se fosse para crescer, teríamos que dar o primeiro passo, então abrimos a segunda unidade em Mogi das Cruzes, município maior e próximo a Poá. Eu acabei indo para ajudar a trazer novos clientes.
Nesse período, estávamos tentando fazer com que nosso serviço fosse reconhecido. Na época, as pessoas não tinham ideia de como funcionava uma dedetização empresarial ou residencial; na maioria das vezes os próprios moradores aplicavam os produtos em suas casas, o que não é recomendado.
Quando nos mudamos para Mogi, contratamos pessoas e começamos a setorizar a nossa empresa. Porém, muitas delas não entendiam como a empresa funcionava e isso acabava resultando em problemas internos. Na busca por soluções, em 2015, meu pai conheceu o Sebrae-SP e o programa Brasil Mais, operado pelo Agente Local de Inovação (ALI). Um representante do Sebrae explicou como o projeto funcionava e quais benefícios traria para a Tserv.

Meu pai percebeu que com o programa conseguiria melhorar alguns pontos no nosso trabalho, desde a comunicação com o cliente até a entrega do produto final. Decidimos implantar todo o conhecimento adquirido no curso na nossa unidade de Poá e, assim, expandir para os nossos outros locais.
Hoje, padronizamos os processos, melhoramos o conhecimento interno dos funcionários e o atendimento ao cliente. O projeto ALI agregou muitas benfeitorias ao negócio. Nossa empresa está há 26 anos no mercado, com as duas unidades próprias e cinco franquias, sendo quatro no Estado de São Paulo (Ituverava, Campinas, Guarulhos e Campos do Jordão) e uma na Bahia, em Lauro de Freitas.
Com a pandemia, no início do ano passado, tivemos aumento na procura dos nossos serviços, já que havia a recomendação para manter a casa limpa para conter o avanço da Covid-19. Somando as unidades de Poá e Mogi – que são as que eu cuido – temos cerca de 800 serviços mensais. São escolas, prefeituras e residências.
A dica que eu deixo para quem quer começar é: acredite na sua ideia. Parece até clichê, mas é a verdade. É pensar diferente, é levar isso para sua realidade. Pense em tratar o cliente como você quer ser tratado quando comprar ou adquirir um serviço.”
*Estagiário sob supervisão dos editores
