ASN SP
Compartilhe

Empreendedor conta como conseguiu reinventar negócio recém-criado

Caio Eduardo Alves Perussi tinha uma confecção e resolveu comprar e repaginar um negócio especializado em jalecos, em São José do Rio Preto
Por Depoimento a Kaio Augusto
ASN SP
Compartilhe

 

“Logo no início da pandemia, eu me preocupava noite e dia. Eu não sabia o que seria do meu negócio naquele momento, afinal, tinha decidido fazia pouco tempo que daria um novo passo na minha jornada como empreendedor. Estava vendo minha empresa crescer, mas tudo estava parando.

Minha história começa bem antes da Coat Store. Para se ter uma ideia, até o final de 2019 eu trabalhava no Ceasa de São José do Rio Preto. Por lá, minha rotina era bem puxada, entrava por volta da 1h e só saía de manhã, às 9h. Quando chegava em casa, só dava tempo de tomar um banho, comer alguma coisa e logo ia para a confecção. Essa era minha rotina de segunda-feira a segunda-feira, sem feriados e sem parar.

Há cerca de quatro anos havia começado a Rio Preto Confecções, uma empresa no ramo de uniformes para diversos tipos de profissionais. No começo, trabalhava apenas eu em uma sala alugada no meu bairro. O espaço era bem pequeno e eu tinha até um pouco de vergonha de levar os clientes até lá. Nessa época, minha mãe, Eli Regina, hoje meu braço direito na empresa, tinha um outro emprego. Foi só um tempo depois que ela passou a me ajudar quando chegava em casa. Quando as coisas foram se ajeitando um pouco, passei a tomar conta das vendas e ela seguiu auxiliando com a produção.

Entre novembro do ano passado e o começo de 2020, tive de decidir se encararia um novo desafio como empreendedor: comprar e repaginar um negócio especializado em jalecos. Eu já havia feito o curso de gestão financeira do Sebrae, além das consultorias de marketing. Isso tinha aberto minha visão sobre o crescimento da empresa, por isso me senti mais seguro em dar esse passo. A ideia foi desenvolver a Coat Store, uma marca de jalecos premium, com materiais de boa qualidade para profissionais da saúde que precisam desse item no dia a dia.

Decidi investir. Até então, eu pensava que adquirir essa empresa e transformá-la na minha nova marca seria a maior provação que 2020 tinha para minha carreira. Só que logo vieram os primeiros relatos de que a pandemia estava se espalhando e os negócios estavam todos fechando. Foi aí que comecei a me preocupar. O que eu iria fazer? Tinha feito o investimento recentemente e já teria de fechar a loja no centro de Rio Preto.

A ideia que veio para nos tirar dessa incerteza foi a produção de máscaras. Nós viramos a chave para isso. Nós viramos a chave para isso. Acredito que fomos uma das primeiras produtoras têxteis da região a focar nisso. Percebemos que esse seria o rumo ao olhar em volta e perceber que era um produto que estava começando a faltar aqui e ali. Não demorou muito para os frutos aparecerem.

Logo percebi que, para suprir essa demanda, talvez tivesse que ir na contramão do que outros negócios estavam fazendo. Enquanto alguns demitiam, eu contratei mais duas funcionárias para dar conta da produção. Desde quando começamos com esse plano, foram fabricadas e vendidas cerca de 600 mil máscaras. Até cheguei a pensar que, se tivesse uma equipe ainda maior, esse número seria muito mais alto, mas não posso reclamar. 

Mesmo que a pandemia tenha até me feito chorar por medo de perder todo meu investimento, foi uma situação única, que me fez pensar de uma outra maneira. Hoje eu saio disso mais forte, sou um empresário diferente. Sem esquecer, claro,da ajuda da minha mãe, que pude contratar como encarregada da produção. Ela me dá os feedbacks que preciso para ajustar os rumos, sejam positivos ou negativos.

Atualmente, nossa produção cresceu cerca de 40%, isso sem perder aquilo que acredito que sejam os diferenciais da marca: produtos de altíssima qualidade e o atendimento personalizado, com atenção total ao cliente.”