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De vendedor de rua a negócio em expansão: a trajetória do “Tapioca do Ju”

Negócio que nasceu na porta de casa já oferece 50 sabores de tapioca e aposta em franquias e linha própria de produtos
Por Redação
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Assim como muitas pessoas, Juscelino Rodrigues decidiu empreender a partir de um momento de necessidade. Desempregado, ele viu na venda de tapiocas uma oportunidade de melhorar de vida. Natural do Piauí, sabia como fazer o preparo e, em 1998, começou a produzir e vender em frente à sua casa no Jardim Conceição, em Osasco, na Grande São Paulo. Conheça essa história no quadro Sebrae Transforma, no Instagram do Sebrae-SP.

O empreendedor passou por vários lugares na cidade até chegar no ponto atual onde está instalado o “Tapioca do Ju”, empreendimento familiar especializado em culinária nordestina e dedicado à alimentação saudável. O espaço acolhedor, localizado dentro de um hipermercado em Osasco, preserva a história do início da empresa e mantém exposto o carrinho branco usado por Juscelino nas vendas pelas ruas da cidade.

Juliana Rodrigues acompanhou de perto a dedicação dos pais, Juscelino e Raimunda, para fazer o negócio dar certo. As principais dificuldades enfrentadas no início foram encontrar um ponto fixo de venda e a falta de conhecimento sobre a gestão financeira e administrativa da empresa.

“Eles não sabiam como funcionava uma empresa e, a partir das dúvidas que surgiram, receberam indicações de clientes para procurarem o Sebrae-SP”, recorda. Foi assim que Juscelino procurou o escritório regional de Osasco e deu início a relação de parceria que perdura até hoje.

Acostumada a ajudar os pais no empreendimento, Juliana está à frente da parte administrativa desde 2020, enquanto os pais cuidam do operacional e o irmão, Felipe, faz o gerenciamento da equipe. A empreendedora relata que, no início, ficou com muitas dúvidas em relação ao financeiro. Formada em Ciências Sociais, ela decidiu ir atrás das soluções oferecidas pelo escritório regional do Sebrae-SP em Osasco.

Juliana avalia que a participação no Projeto Impulsiona, realizado pelo Sebrae e a Serasa com foco no auxílio e mentorias de empresas, e no Empretec, seminário intensivo voltado ao desenvolvimento de características empreendedoras, representaram uma virada de chave a nível pessoal e profissional.

“O que mais mudou foi a forma como vejo minha empresa. Por ser algo mais familiar, estávamos acostumados com esse ambiente, mas adotamos uma visão de empresa. Não tínhamos cargos definidos e, após o Impulsiona, me ajudaram a estruturar a empresa do começo ao fim, definir departamentos específicos”, conta.

Outras mudanças percebidas no cotidiano foram a redução de desperdícios, controles de estoques e de processos, melhora do faturamento, monitoramento de indicadores que ajudaram na tomada de decisões, além da ajuda no treinamento e no diálogo com os colaboradores.

A empreendedora complementa que aprendeu no Empretec a como fazer um planejamento estratégico que contemplasse metas claras e as medidas necessárias para atingir os objetivos da empresa.

Atualmente, o “Tapioca do Ju” conta com dois pontos de venda em Osasco e possui um cardápio diverso com mais de 50 sabores de tapioca, massa de tapioca tradicional e com beterraba, chips de mandioca, produtos voltados para o público vegano, fitness e para diversas refeições.

“Temos uma inovação que é o chips de mandioca, que está sendo desenvolvido o protótipo do maquinário para aumentar a produção em larga escala com a ajuda do Sebraetec. Também temos crepioca, dadinhos de tapioca, cuscuz, uma gama muito grande de produtos. Os treinamentos e consultorias do Sebrae-SP nos trouxeram clareza e riqueza de conhecimento que possibilitaram nosso avanço como empresa”, avalia.

A empreendedora compartilha que os planos futuros do “Tapioca do Jú” são expandir a marca, estruturar a empresa para franquias, ter uma fábrica própria e produtos próprios como massa de tapioca, dadinhos e chips de tapioca disponíveis para vendas em estabelecimentos.

Para quem começou a empreender por causa de uma necessidade, Juliana aconselha a procurar o apoio do Sebrae-SP. “Me ajudou a olhar para o empreendedorismo para além de uma necessidade. Ela inicia, é a força motriz, mas é um desafio que pode ser superado com a ajuda do Sebrae-SP”, finaliza.

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