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Da cozinha da mãe à vitrine: empresária transforma um hobby de doces em negócio em Santa Fé do Sul

Com apoio do Sebrae-SP, empreendedora profissionalizou a gestão, viu a Tha Doce crescer além do fogão e virar referência local em confeitaria fina
Por Redação
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Quem passa pela região central de Santa Fé do Sul, no início da manhã, já logo encontra a vitrine da Tha Doce já abastecida. Brigadeiros, bombons, morangos cobertos de chocolate e doces finos dividem o espaço em fileiras organizadas, prontos para atender encomendas de festas, casamentos e comemorações cotidianas.

À frente do negócio está a confeiteira e empreendedora Thalia Cristina Raposo, que compartilhou a sua história com o Sebrae Transforma, programa semanal exibido nas redes sociais do Sebrae-SP, que compartilha histórias reais de superação, aprendizado e transformação. (Confira o vídeo aqui)

Thalia conta que começou a produzir doces há cerca de dez anos, de forma despretensiosa, na cozinha da casa da mãe. “Eu iniciei como hobby mesmo, porque gostava de fazer doce e queria uma renda extra”, afirmou.

Na época, os pedidos vinham principalmente por indicação. Eram pequenas encomendas para aniversários e reuniões de família. O aumento da procura levou à ampliação gradual da produção, até que a atividade deixou de ser complementar e passou a se tornar a principal fonte de renda.

Com a formalização da marca, nasceu a Tha Doce. Hoje, o carro-chefe são os chamados doces de vitrine, voltados para venda direta na loja, além de bolos, docinhos tradicionais e uma linha de doces finos voltada a eventos de maior porte, como casamentos.

O crescimento, porém, trouxe novos desafios. Acostumada à rotina da cozinha, Thalia percebeu que precisava aprimorar a gestão do negócio. “Eu ficava muito no operacional. Sabia produzir, mas não entendia tanto do financeiro, do que acontecia nos bastidores”, disse.

A virada ocorreu após a participação em cursos do Sebrae, especialmente no módulo de finanças. Segundo ela, o conteúdo ajudou a organizar fluxo de caixa, custos e precificação. “Quando comecei a aplicar as planilhas e controlar melhor o dinheiro, o resultado apareceu. O faturamento melhorou e a loja cresceu”, disse.

Além da parte financeira, a capacitação também impactou a forma de conduzir a equipe. Com isso, a empresária participou em 2025 de uma edição do programa “Liderança Inspiradora” e com mais funcionários envolvidos na produção e no atendimento, Thalia passou a assumir um papel de liderança.

“Eu precisei entender que não era só fazer doce. Era coordenar pessoas, organizar processos e fazer todo mundo caminhar junto. E o principal é entender mais sobre mim e os pontos que eu posso melhorar de todo mundo que está aqui e extrair o que é melhor de todo mundo”, finalizou.

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