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Circuito Loja do Futuro leva estratégias de vendas e inovação a empresários de Sertãozinho

Encontro no Senai abordou comportamento do consumidor, inteligência artificial, posicionamento e vendas
Por Redação
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Mudanças no comportamento do consumidor, uso da inteligência artificial e estratégias para melhorar os resultados no varejo estiveram no centro das discussões do Circuito Loja do Futuro, realizado na terça-feira (6), em Sertãozinho. O encontro reuniu empresários e empreendedores das 18h30 às 21h30, no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em parceria entre o Sebrae-SP e o Sincomércio.

Durante o dia, o Sebrae Móvel ficou disponível no estacionamento do Senai para atender estudantes e a população, com orientações sobre empreendedorismo, gestão e soluções oferecidas pelo Sebrae-SP.

A programação da noite teve como destaque a palestra “Destino Lucro”, conduzida por Silmara Souza, consultora de marketing do Sebrae-SP, mestre em Administração e especialista em planejamento de marketing, comunicação digital e produção de conteúdo. Creator, palestrante e autora do livro O Guia de Marketing de Influência para Pequenos Negócios, Silmara apresentou conteúdos sobre inteligência artificial, posicionamento, experiência de compra, análise de mercado e vendas.

“O consumidor mudou e a pergunta que o empresário precisa fazer é se o negócio acompanhou essa mudança. A inteligência artificial pode ajudar a reduzir tempo em tarefas operacionais, personalizar a experiência de compra e apoiar vendas e marketing, mas ela precisa estar conectada à estratégia da empresa”, afirmou Silmara.

Segundo a consultora, o uso da tecnologia deve estar associado ao planejamento e à organização do negócio. “A inteligência artificial não faz milagre. É preciso ter metas, padrão de atendimento, planejamento, conhecer a jornada do consumidor e definir como a empresa quer ser reconhecida. Quanto mais estruturado estiver o negócio, melhor será o uso da tecnologia para apoiar decisões e gerar resultados”, explicou.

Silmara também destacou a importância de conhecer o mercado e definir o posicionamento da empresa. “Não basta pesquisar preço. O empresário precisa entender os concorrentes, identificar seus pontos fortes e fracos, conhecer o perfil do cliente e definir qual espaço quer ocupar no mercado. A tecnologia pode ajudar nesse processo, mas a decisão estratégica continua sendo do empreendedor”, completou.

O gerente regional do Sebrae-SP em Ribeirão Preto, Paulo Arruda, chamou a atenção para as transformações nos hábitos de consumo e nos canais de venda. “O consumidor mudou, os canais de venda mudaram e o varejo precisa acompanhar esse movimento. Hoje, não existe uma única fórmula. Cada negócio precisa entender o perfil do seu cliente, testar novos formatos e combinar diferentes canais para encontrar o modelo que faça mais sentido”, afirmou.

Para Paulo, inovação e criatividade precisam contribuir diretamente para os resultados das empresas. “O objetivo é fazer com que o empresário reflita sobre o que está acontecendo no varejo e identifique oportunidades para tornar o negócio mais competitivo. No fim, essa adaptação precisa contribuir para gerar lucro, porque é o lucro que permite crescer, investir e continuar evoluindo”, completou.

O consultor de negócios do Sebrae-SP Adriano Monteiro destacou que o varejo passa por uma mudança de modelo, com integração cada vez maior entre canais físicos e digitais. “A loja do futuro é híbrida. O desafio é atender o cliente em diferentes canais, usar as novas ferramentas disponíveis e, ao mesmo tempo, manter a qualidade e a proximidade no atendimento. É esse equilíbrio que pode diferenciar os pequenos negócios”, afirmou.

O Circuito Loja do Futuro terá continuidade em novembro, com oficinas voltadas à aplicação prática de ferramentas digitais nos negócios. A programação incluirá conteúdos sobre presença da empresa no Google e uso do WhatsApp como apoio ao atendimento, relacionamento com clientes e vendas.

A proposta é aprofundar os temas apresentados no encontro e oferecer aos participantes orientações que possam ser incorporadas à rotina das empresas, dando sequência ao trabalho voltado à modernização e à melhoria dos resultados no varejo.

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