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Atuação em grupo foi a solução para empresários do setor de alimentação de Catanduva

Donos de restaurantes, bares e lanchonetes formaram a Associação Alimentação Forte para fazer compras coletivas, programar ações e receber capacitações
Por Gisele Tamamar
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Buscar soluções em conjunto foi a saída encontrada por um grupo de empresários do setor de alimentação de Catanduva para enfrentar todo o cenário de crise provocado pela pandemia de Covid-19. Donos de restaurantes, bares e lanchonetes, eles formaram a Associação Alimentação Forte para fazer compras coletivas, programar ações e receber capacitações. Sempre com o apoio do Sebrae-SP. 

“Nosso segmento foi o primeiro a parar. Estava todo mundo abastecido e precisamos fechar as portas. Mas em vez de reclamar, começamos a procurar soluções”, relata o presidente da associação, Jesus José Queiroz Leão, mais conhecido como Gê. 

“O conhecimento nos ajuda. Percebemos que os problemas são os mesmos. Só muda o endereço. Buscamos ajuda e com o Sebrae conseguimos colocar o aprendizado em prática e minimizar os problemas que tivemos na pandemia”, completa.

Os empresários da cidade já faziam parte de um grupo e começaram a se organizar mais fortemente com a pandemia. Entre as ações realizadas com a ajuda do Sebrae estão a: participação em palestra sobre associativismo e cooperativismo, orientação sobre vínculo trabalhista, festival de delivery, capacitações sobre cardápio, entregas, segurança alimentar, precificação, vendas online e direcionamento para conseguir crédito.

Programa Brasil Mais com acompanhamento de um agente local de inovação (ALI) e serviços do Sebraetec, como elaboração de fichas técnicas e melhoria de layout produtivo, também fizeram parte das ações. 

Atualmente, o foco está na qualificação da mão de obra dos funcionários e também de novos colaboradores. “De um lado temos o pessoal desempregado e do outro, nosso setor com falta de mão de obra qualificada. Fizemos uma parceria com os sindicatos, Sebrae e Senac para abrir cursos”, explica Gê.

O proprietário da Casa da Mamma Pastéis e Massas, Gustavo José Dias Pena, conta que precisou se reinventar e investir em novas tecnologias e estruturas. “Aproveitamos o momento para nos capacitar com o Sebrae. Com as dificuldades, ficamos mais próximos e montamos a associação, que vem crescendo a cada dia, ajudando não só a mim, mas também a todos os associados”, relata.

O empresário Adriano Martinho, da Panificadora Bambina, reforça a importância da busca conjunta de soluções. “Começamos a colher os frutos: fazemos compras em grupo, treinamos funcionários, realizamos ações sociais. Espero que a Associação cresça e nos ajude a superar os desafios que temos no ramo de alimentação”, afirma. Entre as ações sociais a que ele se refere estão a organização de doação de alimentos para famílias carentes e ajuda a instituições sociais.

 

A consultora do Sebrae de São José do Rio Preto Simone Haduo é responsável pelo acompanhamento do grupo. “No início da pandemia, alguns empresários pensaram em desistir. A área de alimentação fora do lar sofreu demais e conseguimos fazer com que eles acreditassem que existia a possibilidade de recuperação, que o delivery poderia ser uma alternativa positiva de operação”, conta Simone.

O trabalho feito em Catanduva deu tão certo que serve de modelo para aplicação em outras cidades como São José do Rio Preto. “O sentimento é de superação, com resultados colhidos pelos empresários que focaram na solução, e isso refletiu diretamente no aumento de faturamento ou redução de custos dos negócios”, afirma a consultora.