ASN SP
Compartilhe

Agronegócio do Alto Tietê é apresentado como referência a comitiva de Moçambique

Visita técnica, realizada em Mogi das Cruzes, destacou projetos do Sebrae-SP e boas práticas do setor rural da região
Por Redação
ASN SP
Compartilhe

O agronegócio do Alto Tietê foi apresentado como referência para uma comitiva de Moçambique, que conheceu a região por meio de uma parceria com o Sebrae-SP e o Sebrae Nacional. O encontro, realizado nesta quinta-feira (5/2), em Mogi das Cruzes, apresentou projetos e ações do escritório regional desenvolvidos em parceria com produtores rurais, entidades e prefeituras da região.

O agronegócio do Alto Tietê é referência no Estado e no Brasil. Segundo dados do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê e Região (CONDEMAT+), o setor gera cerca de R$ 1 bilhão em faturamento bruto anual. A programação da comitiva incluiu visita à sede da Cooperativa dos Produtores Rurais de Jundiapeba (Cooprojur), à produção de cogumelos da Fungi d’Ouro, em Quatinga, e à propriedade de frutas Hoçoya, no Cocuera.

A vinda dos representantes de Moçambique é resultado de uma declaração conjunta entre o Sebrae Nacional, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) — entidade local focada no apoio ao desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas. Ao longo da semana, os visitantes conheceram soluções e projetos aplicados pelo Sebrae em diversas áreas.

A gerente regional do Sebrae-SP, Gilvanda Figueirôa, destacou que a visita marca um intercâmbio estratégico para a região. “Essa é uma experiência muito rica de troca de conhecimentos. Apresentamos nossos projetos e soluções e conhecemos o trabalho e as características de Moçambique. Foi uma oportunidade de aprendizado para ambos os lados. Nossa região é uma grande produtora de verduras, legumes, frutas e cogumelos, e é gratificante poder mostrar, na prática, como esses alimentos são produzidos e servir de inspiração”, afirmou.

Durante a visita, foram apresentados os projetos executados pelo Sebrae-SP no Alto Tietê para apoiar os produtores rurais como os dias de campo, o programa Agente Local de Inovação (ALI), as Cadeias Produtivas Locais (CPLs), o programa Liderança para o Desenvolvimento Regional (Lider) e capacitações periódicas. Os representantes moçambicanos e os agricultores da região também puderam compartilhar experiências e técnicas aplicadas nas produções.

De acordo com Féliz Pedro Malate, diretor-geral do IPEME, a visita pode abrir portas para a aplicação de boas práticas entre o Alto Tietê e Moçambique, impulsionando o empoderamento das famílias. “Viemos com o objetivo de conhecer e trocar experiências. Tudo o que vimos na teoria pudemos conhecer na prática, diretamente nas propriedades. O Sebrae desenvolve ações práticas que transformam vidas, por meio de mentoria, capacitação e acompanhamento. É isso que queremos levar para o nosso país, criando um intercâmbio entre o pequeno e médio empresário brasileiro e o moçambicano”, destacou.

Entre os cultivos da região que chamaram a atenção da comitiva está o cogumelo. Segundo dados do CONDEMAT+, o Alto Tietê produz mais de 6 mil toneladas do alimento por ano. “O cogumelo é um exemplo muito interessante, pois é uma cultura que não exige um investimento de longo prazo e apresenta um retorno bastante atrativo. Já em relação às frutas, temos províncias que também produzem, com clima semelhante ao da região e terras muito férteis”, completou Malate.

A visita da comitiva foi acompanhada por representantes de entidades parceiras, empresários e da Prefeitura de Mogi das Cruzes, incluindo o diretor municipal de Indústria, Comércio e Serviços, Luiz Pinheiro; o presidente da Cooprojur, Júlio Cezar Bresciani; o diretor do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, Jitsuo Hanaoka; o advogado da Secretaria municipal de Agricultura e Segurança Alimentar, Jonathan Rodrigues e o assistente técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada (Cati) de Mogi das Cruzes, David Rodrigues.

Agricultura 

Moçambique possui um grande potencial agrícola, com cerca de 36 milhões de hectares de terra arável, clima favorável e abundância de água. No entanto, menos de 15% dessa área é cultivada. Entre os principais desafios enfrentados pelos pequenos agricultores estão a baixa produtividade, a falta de acesso a crédito, tecnologia e infraestrutura. Mais de 70% da população do país depende da agricultura.

-

-

  • agronegócio
  • comitiva de moçambique