O Sebrae-SP e o Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) firmaram uma parceria para implantar o Projeto de Desenvolvimento Sustentável dos Quilombolas no Vale do Ribeira. O objetivo é promover o empreendedorismo nas comunidades, fortalecer e incentivar o desenvolvimento econômico, cultural e social, gerando renda e melhoria de vida comunidade.
Duas Oficinas de Planejamento Participativo (OPP) foram realizadas em dezembro e serviram como piloto para formatação das próximas ações do projeto. As capacitações foram realizadas nas comunidades de Peropava, em Registro, e Pilões, em Iporanga.
Durante dois dias, os participantes trabalharam na elaboração de um diagnóstico para identificação das necessidades, vocação e problemas existentes de cada comunidade. As informações servirão como base para definição de ações e resultados esperados. A previsão é que um documento com um balanço das discussões e um plano de ação seja entregue na primeira quinzena de janeiro.
De acordo com a gerente regional do Sebrae-SP Michelle Raimundo dos Santos, a oficina foi importante como ferramenta para detectar os principais pontos a serem trabalhados para o desenvolvimento da comunidade. “A oficina é uma forma de ouvir as percepções dos participantes, organizar as informações e planejar ações de melhoria. Cada comunidade tem seu potencial e vamos trabalhar em parceria para incentivar e fortalecer o empreendedorismo em cada uma delas”, destaca.
“Dentro das ações de desenvolvimento das comunidades quilombolas, a Fundação Itesp conta com a participação de parceiros. A parceria com o Sebrae-SP vem de encontro com as demandas dessas comunidades visando o fortalecimento do empreendedorismo, gerando assim renda e a independência econômica das pessoas que vivem nas comunidades quilombolas do Vale do Ribeira”, afirma Milton Wolf, coordenador regional da Fundação Itesp no Vale do Ribeira.
Atualmente, o Itesp atende 1.458 famílias residentes em 35 comunidades remanescentes de quilombos, localizadas principalmente nas regiões sul (Vale do Ribeira) e sudeste (litoral norte) do Estado de São Paulo. A maior concentração de comunidades localiza-se no Vale do Ribeira, onde 28 comunidades foram reconhecidas oficialmente e das quais seis já receberam o título da terra.
